Rolou uma papo aqui no estúdio a respeito de plug-ins de reverb.
Conclusões:
1 - A menos que o sujeito tenha uma mesa SSL em casa, dá pra viver muito bem sem o hardware. Alguns plug-ins chegam bem perto, e até fazem algumas coisas que os equipamentos de 20 anos atrás não podiam fazer. Principalmente depois que apareceram esses tais de "convolution reverbs", que apesar de não serem perfeitos, quebram o maior dos galhos.
2 - Por enquanto, o Altiverb, da Audio Ease é o melhor. (justo o que eu não tenho! - mas está na lista de compras...).
3 - O TL Space é bem bom também, mas tem menos "impulse responses" disponíveis. Como eu o uso faz tempo, já me acostumei com seu jeitão.
4 - Apesar ser responsável por muitos dos meus plug-ins favoritos, nunca me apaixonei por um reverb da Waves. Se você usa plug-ins da Waves (e eu uso bastante!), faça um favor a si mesmo: fique longe dos reverbs. Procure em outro lugar. Sorry, Waves.
5 - Lexicon é Lexicon. O 480L foi tão usado e abusado que seu som é clássico, referência do som dos discos por duas décadas. Praticamente tudo o que foi produzido de meados dos anos 80 até a virada dos 2000 tem uma carimbada "Lexicon".
São muitas as opções, mas a verdade verdadeira é que a gente quase sempre usa poucos tipos diferentes de reverberação numa mixagem. De modo geral, dependendo do estilo da música, eu preparo um canal auxiliar com algum tipo de sala (Hall, Room, Church), um outro com um Plate, e de vez em quando mais um com um Spring. No máximo. Fundamental é entender e ajustar os parâmetros do efeito, pelo menos o pre-delay e o decay. Isso faz toda a diferença.
Erros mais comuns numa mix (especialmente com vocais) :
1 - Decay longo demais... aquele "mar de reverb" que acaba por desfocar a mix.
2 - Não ajustar o pre-delay de acordo com a música. Quer aquele som de gringo, cheio de efeito mas ainda assim "na cara"? Pre-Delay.
3- Ao invés de usar um canal auxiliar, o camarada espeta o plug-in de reverb diretamente no canal do instrumento. Apesar de ser ok em determinadas situações, é em geral uma má idéia.
Dica:
A escolha de mandadas de auxiliar pre-fader ou post-fader é um recurso muito bacana mas frequentemente esquecido. Um truque bacana usando a técnica é o seguinte:
1- Voz principal no canal 01, equalizada a gosto...
2- Nesse canal 01 instale uma mandada auxiliar pre-fader para seu reverb favorito.
3- Automatize o volume do canal 01, e defina sua saída para a entrada de um segundo canal (02).
4- O canal 02 passa a ser seu canal de "voz". Aqui você coloca seu compressor favorito, que não precisará atuar tanto já que está recebendo um sinal bem controlado pela automação de volume anterior.
O que isso faz? O som com o volume automatizado e comprimido que a gente escuta vem do canal 02, mas o som que o reverb escuta é um sinal não comprimido, muito mais dinâmico (canal 01). Assim, quando seu cantor estiver sussurrando ao pé do ouvido palavras de amor, a automação de volume e o compressor trarão a voz pra frente, mas o efeito do reverb será menor, e a voz soará mais intimista. Quando o cantor soltar os pulmões naquele grito indignado pela rejeição da amada, a automação de volume e a compressão "segurarão" o volume da voz, mas o reverb escutará o vocal original, livre, e o efeito será proporcionalmente maior, tornando o choro ainda mais épico mergulhado num mar de reverberação. Experimente!
Valeu! Muito boa a dica show de bola!
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