Existem alguns erros que são muito difíceis de evitar quando se é marinheiro de primeira viagem. E tem uns figuras que continuam a repeti-los mesmo depois de velhos...
1 - Venha descansado. Chegue na hora, nem antes, nem depois.
2 - Não traga as namoradas/os ou amigos. O mesmo se aplica a bebidas alcoólicas e outros ilícitos (mesmo que você os considere seus melhores amigos). Não tenho absolutamente nada contra transformar sua gravação em uma balada, ou que você insista em tocar "under the influence". Afinal de contas, o dinheiro é seu.
3 - Vista-se confortavelmente, mas traga um casaco, principalmente se for verão! Um bom estúdio tem um monte de eletrônicos, computadores, transformadores, válvulas e outros trecos que esquentam. Para garantir que nada frite e prolongar a vida útil da aparelhagem os estúdios normalmente trabalham com um bom ar-condicionado.
4 - Saiba o que você quer gravar. Pesquise e traga referências para seu trabalho. Venha o mais ensaiado possível. Gravar é rápido. O que demora (e muito!) é decidir o quê gravar e se você gosta do que está gravado.
5 - Decida antes qual o andamento das músicas e traga tudo anotado. Se você não está acostumado a tocar com um metrônomo, não invente de tentar justo na hora da gravação. Não vai funcionar. Ah! Também não é aumentando o volume do metrônomo que você vai tocar no tempo. Só vai te furar os tímpanos.
6 - Grave seus ensaios, grave você cantando no chuveiro, grave tudo. Use seu computador, seu celular, tanto faz. O importante é ouvir atentamente e fazer uma auto-critica quanto ao seu desempenho. A prática leva à perfeição. Alugue tempo em um estúdio mais barato e grave seu trabalho. Faça uma "demo". Escute, ouça se o arranjo funciona como você imaginava. Você estará praticando, aprendendo e cometendo erros que poderá evitar quando for a hora de gastar uma grana maior em um estúdio mais caro.
7 - Mantenha as coisas simples. Toque dentro da sua "zona de conforto".
8 - Se você não pode se dar ao luxo de ter um produtor, converse com o pessoal do estúdio sobre os passos da gravação e faça um cronograma detalhado. É certo que imprevistos e improvisos acontecerão, mas traçar metas e prazos (desde que realistas!) vai te ajudar muito a acertar o orçamento.
9 - Troque as cordas de violões e guitarras no dia anterior. Troque as peles da bateria. Se a bateria for sua, afine ela em casa. Na hora vai mudar tudo, mas já estará bem mais perto. Confira tudo o que você pretende usar. Amplificadores, pilhas, etc...
10 - E não esqueça... confira a afinação de seu instrumento a cada passada. Sempre!
O estúdio de gravação é o lugar onde as coisas bacanas ficam melhores ainda. E as ruins ficam piores! Preocupe-se primeiro em arrumar o que ainda não está legal. Agora vai lá e divirta-se !
segunda-feira, 28 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Triangulo das Restrições
Parece que foi um tal de Dr Martin Barnes quem elaborou o conceito pela primeira vez. Mas foi Alejandro Lupia, engenheiro de som e produtor musical, quem me deu esse toque, já faz um bom tempinho. Valeu Alejandro! Eu penso nisso sempre que alguém me pede pra fechar um "pacote" ou pra fazer um descontinho. Vamos lá.
Na gestão de um projeto qualquer (que no caso aqui é a gravação, mixagem, e/ou masterização de música), lida-se sempre com uma quantidade finita de recursos. E como esse não é um mundo perfeito, esses recursos são sempre insuficientes. Assim, a gravação de uma música (nosso objetivo) é limitada pelo custo (exemplo: equipamento e pessoal trabalhando no estúdio) e pelo tempo dedicado ao trabalho. Imagine que esses sejam os lados de um triangulo de área constante: QUALIDADE (nosso objetivo!), TEMPO (eu preciso disso pronto pra ontem...), e CUSTO (mas não dá pra fazer um descontinho aí?). Como a área desse triangulo é fixa (recursos limitados), pra diminuir um dos lados a gente tem que aumentar pelo menos um dos outros dois. Assim, se você quiser mexer no custo, por exemplo, prepare-se: ou vai demorar mais, ou não vai ficar tão bom assim...
Resumindo:
Mas fique esperto. A regra não vale ao contrário. Ninguém te garante que um projeto demorado e caro não possa ser também... ruim!
Como eu já disse, esse não é um mundo perfeito.
Na gestão de um projeto qualquer (que no caso aqui é a gravação, mixagem, e/ou masterização de música), lida-se sempre com uma quantidade finita de recursos. E como esse não é um mundo perfeito, esses recursos são sempre insuficientes. Assim, a gravação de uma música (nosso objetivo) é limitada pelo custo (exemplo: equipamento e pessoal trabalhando no estúdio) e pelo tempo dedicado ao trabalho. Imagine que esses sejam os lados de um triangulo de área constante: QUALIDADE (nosso objetivo!), TEMPO (eu preciso disso pronto pra ontem...), e CUSTO (mas não dá pra fazer um descontinho aí?). Como a área desse triangulo é fixa (recursos limitados), pra diminuir um dos lados a gente tem que aumentar pelo menos um dos outros dois. Assim, se você quiser mexer no custo, por exemplo, prepare-se: ou vai demorar mais, ou não vai ficar tão bom assim...
Resumindo:
Mas fique esperto. A regra não vale ao contrário. Ninguém te garante que um projeto demorado e caro não possa ser também... ruim!
Como eu já disse, esse não é um mundo perfeito.
O botão de volume de um milhão de dólares
Pois é... mais um post da série: "explicando à minha esposa porque é que eu realmente preciso disso".
Por anos eu usei uma mesa digital Mackie d8b, conectada à interface do Protools. Ultimamente ela servia apenas para impressionar clientes menos sabidos, fazer as mandadas de fone de ouvido, e para o controle dos monitores na técnica. Mas a velhinha começou a dar um mal-contato esquisito, travando de vez em quando. Argh... nada de mais, mas enchia o saco. Durante uma gravação que já estava meio confusa ela travou e não quis ressuscitar. Eu me irritei tanto que arranquei todos os cabos e tirei a mesa da jogada. Liguei o conversor direto aos monitores e... nossa! Eu já esperava uma melhora, mas não imaginava que fosse assim tão nítida.
Mea culpa: eu andava maldizendo minhas Mackies HR824 por umas mixagens meio "erradas". O que eu não havia percebido é que o elo mais fraco em meu estúdio ainda não era a monitoração, mas o mixer d8b. Uma ficha importante caiu: pior do que aquilo que a gente deixa de escutar, é aquilo que a gente ESCUTA mas que na verdade não está lá. E correr atrás dessas "assombrações" desperdiça um tempo enorme!
(Não me leve a mal, seu Mackie! O mixer d8b é fantástico, por mais de dez anos foi ferramenta essencial aqui no estúdio. É que a gente vai sempre querendo melhorar um pouquinho...)
Um dos dizeres na arte da masterização é fazer "o que for preciso, o mínimo necessário". Bem, nada é mais mínimo do que coisa nenhuma! Eliminando o mixer da jogada eu alcancei o máximo da fidelidade possível dos outros equipamentos (monitores e conversores). E isso fez a diferença.
Fez a diferença mas me criou um problema. Para poder trabalhar a um volume confortável eu tinha que tirar uns 20 dBs no "master fader" do Protools. E isso reduz muito a qualidade da conversão do digital para o analógico. Nesse volume é como se eu estivesse trabalhando a 20 bits, perdendo bastante das nuances do material. O impressionante é que mesmo assim ainda era melhor do que monitorar pelo mixer.
Bom, a solução foi então arrumar algo que pudesse controlar o volume dos meus monitores e mandar uns fones de ouvido pra turma. Procurando algo simples e com muita qualidade acabei simpatizando com o Gain Train, da Kush Audio.
- O aparelho é composto por 2 módulos - o Main Gain e o Junction Fuction. Cada módulo custa 500 dólares (numa viagem dá pra trazer na mala e passar isento de impostos)... e ainda posso comprar um módulo de cada vez.
- O aparelhinho é simples, e aparentemente feito para ser excelente.
- Me permite monitorar em MONO, e ligar/desligar os monitores independentemente (muito útil na hora de mixar).
- Super "transparente" e bom o suficiente pras minhas masterizações.
Resolvido. Tendo um botão de volume pros meus monitores, eu dou um jeito no resto. O Main Gain parece ideal. Simples e com uma super qualidade de som. E ontem a tarde o Sérgio, da Music Company, me trouxe um aqui pra gente escutar.
O bichinho é duca!!!!
Mas é uma grana ! (comprando com o Sérgio eu ainda tenho que pagar o preço "Brasil") Tá louco? Tô.
Não é fácil fazer um circuitinho desses bom pra valer. Pense comigo: esse circuito tem que replicar proporcionalmente (controle de volume) a variação do potencial elétrico da entrada na saída. É essa variação que ao final vai fazer a caixa acústica vibrar e reproduzir som. Não é só espetar um potenciômetro no meio do cabo. Com o volume alto ou baixo, e a cada pequena variação, essa caixinha tem de soar como se não estivesse lá, como se não existisse. E, até onde posso perceber, a Kush Audio acertou em cheio com o Main Gain.
E assim lá fui eu pro banco...
Pensando bem, nem foi assim tão caro. O Main Gain é o melhor upgrade que fiz nos últimos anos.
Agora só tenho que esperar alguém me trazer dos EUA um Junction Fuction pra completar o brinquedinho.
Já ia esquecendo: alguém quer trocar/comprar um mixer Mackie d8b completinho?
Por anos eu usei uma mesa digital Mackie d8b, conectada à interface do Protools. Ultimamente ela servia apenas para impressionar clientes menos sabidos, fazer as mandadas de fone de ouvido, e para o controle dos monitores na técnica. Mas a velhinha começou a dar um mal-contato esquisito, travando de vez em quando. Argh... nada de mais, mas enchia o saco. Durante uma gravação que já estava meio confusa ela travou e não quis ressuscitar. Eu me irritei tanto que arranquei todos os cabos e tirei a mesa da jogada. Liguei o conversor direto aos monitores e... nossa! Eu já esperava uma melhora, mas não imaginava que fosse assim tão nítida.
Mea culpa: eu andava maldizendo minhas Mackies HR824 por umas mixagens meio "erradas". O que eu não havia percebido é que o elo mais fraco em meu estúdio ainda não era a monitoração, mas o mixer d8b. Uma ficha importante caiu: pior do que aquilo que a gente deixa de escutar, é aquilo que a gente ESCUTA mas que na verdade não está lá. E correr atrás dessas "assombrações" desperdiça um tempo enorme!
(Não me leve a mal, seu Mackie! O mixer d8b é fantástico, por mais de dez anos foi ferramenta essencial aqui no estúdio. É que a gente vai sempre querendo melhorar um pouquinho...)
Um dos dizeres na arte da masterização é fazer "o que for preciso, o mínimo necessário". Bem, nada é mais mínimo do que coisa nenhuma! Eliminando o mixer da jogada eu alcancei o máximo da fidelidade possível dos outros equipamentos (monitores e conversores). E isso fez a diferença.
Fez a diferença mas me criou um problema. Para poder trabalhar a um volume confortável eu tinha que tirar uns 20 dBs no "master fader" do Protools. E isso reduz muito a qualidade da conversão do digital para o analógico. Nesse volume é como se eu estivesse trabalhando a 20 bits, perdendo bastante das nuances do material. O impressionante é que mesmo assim ainda era melhor do que monitorar pelo mixer.
Bom, a solução foi então arrumar algo que pudesse controlar o volume dos meus monitores e mandar uns fones de ouvido pra turma. Procurando algo simples e com muita qualidade acabei simpatizando com o Gain Train, da Kush Audio.
- O aparelho é composto por 2 módulos - o Main Gain e o Junction Fuction. Cada módulo custa 500 dólares (numa viagem dá pra trazer na mala e passar isento de impostos)... e ainda posso comprar um módulo de cada vez.
- O aparelhinho é simples, e aparentemente feito para ser excelente.
- Me permite monitorar em MONO, e ligar/desligar os monitores independentemente (muito útil na hora de mixar).
- Super "transparente" e bom o suficiente pras minhas masterizações.
Resolvido. Tendo um botão de volume pros meus monitores, eu dou um jeito no resto. O Main Gain parece ideal. Simples e com uma super qualidade de som. E ontem a tarde o Sérgio, da Music Company, me trouxe um aqui pra gente escutar.
O bichinho é duca!!!!
Mas é uma grana ! (comprando com o Sérgio eu ainda tenho que pagar o preço "Brasil") Tá louco? Tô.
Não é fácil fazer um circuitinho desses bom pra valer. Pense comigo: esse circuito tem que replicar proporcionalmente (controle de volume) a variação do potencial elétrico da entrada na saída. É essa variação que ao final vai fazer a caixa acústica vibrar e reproduzir som. Não é só espetar um potenciômetro no meio do cabo. Com o volume alto ou baixo, e a cada pequena variação, essa caixinha tem de soar como se não estivesse lá, como se não existisse. E, até onde posso perceber, a Kush Audio acertou em cheio com o Main Gain.
E assim lá fui eu pro banco...
Pensando bem, nem foi assim tão caro. O Main Gain é o melhor upgrade que fiz nos últimos anos.
Agora só tenho que esperar alguém me trazer dos EUA um Junction Fuction pra completar o brinquedinho.
Já ia esquecendo: alguém quer trocar/comprar um mixer Mackie d8b completinho?
terça-feira, 15 de maio de 2012
Slate Digital Trigger
Uma das muitas coisas bacanas na gravação do último disco do Matuto Moderno foi que eu tive o prazer de ir e voltar de Pedralva, MG, trocando idéias com o produtor Alexandre Fontanetti. Nesses papos, o assunto "drum replacement" apareceu. Fazia já algum tempo que eu havia abandonado a técnica, usando-a apenas no último dos últimos dos casos, quando eu fatalmente tinha que encarar minha incompetência... Por princípio eu achava a técnica meio "deselegante", afinal, se é pra trocar o som da bateria que a gente gravou pelo som feito por outra pessoa, pra quê se dar ao trabalho de espetar aquele bando de microfones? ok, é bacana fazer seus próprios samples a partir da bateria que se está usando e somar à mix, mas isso dá um trabalho que raramente o cliente topa encarar.
Pois bem. Minha referência ainda era o velho "SoundReplacer" do Protools, ferramenta pra lá de ultrapassada. Outros programas, como o Drumagog não me encantaram muito... Aí o Fontanetti me perguntou se eu já tinha usado o "Trigger", da Slate Digital. E devo mais essa ao Alexandre.
Bom, muito bom. Bom demais! Um pouco complicado pra "criar" seus próprios samples, mas a biblioteca que vem com o plug-in (versão Platinum) já é fenomenal!
E acabei usando de novo uns velhos truques da sacola.
Meu preferido:
Sabe aquele reverbinho que a gente sempre coloca na caixa? Então, muito melhor é somar um som de caixa mais "distante", usando um dos samples NRG ou SSDR do plug-in. Ache uma caixa parecida com a sua, equalize e voilà ! Menos reverb, mais som.
O mais legal desse plug-in é que ele "mistura" o som original com o sampleado de um jeito muito natural. É muito fácil fazer o original e o sample soarem como um instrumento só. Mas cuidado ! O grande barato é a proporção entre os dois, e não a substituição total. Sabe aquele surdo que não "corta" na mix? Carregue um surdo do Trigger, tire um pouco dos graves (pra manter mais da característica original da batera), e deixe passar o ataque da baqueta... Misture uns 60% do original com 40% do sample. Coisa fina.
E vá lá... Agora eu tenho que me policiar, senão acabo viciado a sempre somar aquele bumbozinho sampleado ao original. Preguiça? Sei não. Se fica bom, dane-se a elegância...
Olhando meu rack aqui eu lembrei que ainda tenho uma D4 da Alesis... Ô coitada...
Pois bem. Minha referência ainda era o velho "SoundReplacer" do Protools, ferramenta pra lá de ultrapassada. Outros programas, como o Drumagog não me encantaram muito... Aí o Fontanetti me perguntou se eu já tinha usado o "Trigger", da Slate Digital. E devo mais essa ao Alexandre.
Bom, muito bom. Bom demais! Um pouco complicado pra "criar" seus próprios samples, mas a biblioteca que vem com o plug-in (versão Platinum) já é fenomenal!
| www.slatedigital.com |
E acabei usando de novo uns velhos truques da sacola.
Meu preferido:
Sabe aquele reverbinho que a gente sempre coloca na caixa? Então, muito melhor é somar um som de caixa mais "distante", usando um dos samples NRG ou SSDR do plug-in. Ache uma caixa parecida com a sua, equalize e voilà ! Menos reverb, mais som.
O mais legal desse plug-in é que ele "mistura" o som original com o sampleado de um jeito muito natural. É muito fácil fazer o original e o sample soarem como um instrumento só. Mas cuidado ! O grande barato é a proporção entre os dois, e não a substituição total. Sabe aquele surdo que não "corta" na mix? Carregue um surdo do Trigger, tire um pouco dos graves (pra manter mais da característica original da batera), e deixe passar o ataque da baqueta... Misture uns 60% do original com 40% do sample. Coisa fina.
E vá lá... Agora eu tenho que me policiar, senão acabo viciado a sempre somar aquele bumbozinho sampleado ao original. Preguiça? Sei não. Se fica bom, dane-se a elegância...
Olhando meu rack aqui eu lembrei que ainda tenho uma D4 da Alesis... Ô coitada...
terça-feira, 8 de maio de 2012
laura wrona
... e outro obrigadão ao produtor Thiago Nassif, o cara que trouxe esse trabalho aqui pro estúdio. Boa!
Vale a pena dar uma olhada: laurawrona
The Mid-Side Theory
Era uma vez um inglês muito louco chamado Blumlein. Em 1931 ele inventou o som estéreo. Só isso. Bom, na verdade não foi só isso. Procurando fazer um registro mais natural daquilo que ouvimos o cara teve que inventar jeitos novos de captar, codificar e reproduzir esses sons. Entre suas muitas invenções ele patenteou duas técnicas de microfonação para captação estereofônica. Uma delas é chamada Mid-Side.
Por quê esse lero-lero? Bom, começou porque outro dia eu comprei um Rode k2. Microfone usado, precinho justo (pra Brasil), valvulado, padrão de captação variável. Um tempero diferente pra coleção. Muito bonito, mas com o tempo acabei ficando um pouco decepcionado. O k2 sempre perdia para outros microfones que eu uso. E estava ficando um pouco difícil de justificar à minha esposa a compra de mais um microfone.
Hora da limonada. Até aí eu estava usando apenas o k2 em seu padrão cardioide. Resolvi então brincar com a técnica inventada por Blumlein. Para seu "Mid-Side" precisamos de dois microfones: um omnidirecional (que escuta igualmente o som vindo por todas as direções) e um "figura 8" (que escuta bem pela frente e por trás, mas é "surdo" pela lateral). O k2 é o único microfone que possuo que pode trabalhar em "figura 8".
E lá fui eu. Como a técnica original funciona melhor usando microfones com respostas semelhantes, tirei do armário meu primeiro microfone condensador : um NT2, também da Rode (acho que eu o comprei em 1995). Por muitos anos esse foi meu melhor microfone, mas acabou ficando de lado depois que pude acrescentar uns Neumanns à coleção...
Armei então o k2 como "figura 8" e o NT2 como "omni". Uau! Mágica. O som veio natural e "gordo".
Violão, piano, bateria... a lista vai longe. O Mid-Side é perfeito para obter um som centrado e com uma imagem estéreo natural. Vale a pena experimentar.
E o mais legal é que com a técnica dá pra transformar dois microfones relativamente baratos em um par estéreo muito do bacana!
... o único porém é que a resposta em figura 8 do meu k2 é um pouco assimétrica (não sei se é particular do modelo ou se meu mic usado tem algum problema). Assim, um "lado" escuta um pouquinho melhor que o outro. E lá vou eu acrescentando mais um item à relação sem fim de equipamentos dos quais eu preciso para viver. Parece mesmo que um parzinho de AKGs 414 é fundamental...
Por quê esse lero-lero? Bom, começou porque outro dia eu comprei um Rode k2. Microfone usado, precinho justo (pra Brasil), valvulado, padrão de captação variável. Um tempero diferente pra coleção. Muito bonito, mas com o tempo acabei ficando um pouco decepcionado. O k2 sempre perdia para outros microfones que eu uso. E estava ficando um pouco difícil de justificar à minha esposa a compra de mais um microfone.
Hora da limonada. Até aí eu estava usando apenas o k2 em seu padrão cardioide. Resolvi então brincar com a técnica inventada por Blumlein. Para seu "Mid-Side" precisamos de dois microfones: um omnidirecional (que escuta igualmente o som vindo por todas as direções) e um "figura 8" (que escuta bem pela frente e por trás, mas é "surdo" pela lateral). O k2 é o único microfone que possuo que pode trabalhar em "figura 8".
E lá fui eu. Como a técnica original funciona melhor usando microfones com respostas semelhantes, tirei do armário meu primeiro microfone condensador : um NT2, também da Rode (acho que eu o comprei em 1995). Por muitos anos esse foi meu melhor microfone, mas acabou ficando de lado depois que pude acrescentar uns Neumanns à coleção...
Armei então o k2 como "figura 8" e o NT2 como "omni". Uau! Mágica. O som veio natural e "gordo".
Violão, piano, bateria... a lista vai longe. O Mid-Side é perfeito para obter um som centrado e com uma imagem estéreo natural. Vale a pena experimentar.
E o mais legal é que com a técnica dá pra transformar dois microfones relativamente baratos em um par estéreo muito do bacana!
... o único porém é que a resposta em figura 8 do meu k2 é um pouco assimétrica (não sei se é particular do modelo ou se meu mic usado tem algum problema). Assim, um "lado" escuta um pouquinho melhor que o outro. E lá vou eu acrescentando mais um item à relação sem fim de equipamentos dos quais eu preciso para viver. Parece mesmo que um parzinho de AKGs 414 é fundamental...
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