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terça-feira, 15 de maio de 2012

Slate Digital Trigger

Uma das muitas coisas bacanas na gravação do último disco do Matuto Moderno foi que eu tive o prazer de ir e voltar de Pedralva, MG, trocando idéias com o produtor Alexandre Fontanetti. Nesses papos, o assunto "drum replacement" apareceu. Fazia já algum tempo que eu havia abandonado a técnica, usando-a apenas no último dos últimos dos casos, quando eu fatalmente tinha que encarar minha incompetência... Por princípio eu achava a técnica meio "deselegante", afinal, se é pra trocar o som da bateria que a gente gravou pelo som feito por outra pessoa, pra quê se dar ao trabalho de espetar aquele bando de microfones? ok, é bacana fazer seus próprios samples a partir da bateria que se está usando e somar à mix, mas isso dá um trabalho que raramente o cliente topa encarar.
Pois bem. Minha referência ainda era o velho "SoundReplacer" do Protools, ferramenta pra lá de ultrapassada. Outros programas, como o Drumagog não me encantaram muito... Aí o Fontanetti me perguntou se eu já tinha usado o "Trigger", da Slate Digital. E devo mais essa ao Alexandre.

Bom, muito bom. Bom demais! Um pouco complicado pra "criar" seus próprios samples, mas a biblioteca que vem com o plug-in (versão Platinum) já é fenomenal!
www.slatedigital.com

E acabei usando de novo uns velhos truques da sacola.

Meu preferido:

Sabe aquele reverbinho que a gente sempre coloca na caixa? Então, muito melhor é somar um som de caixa mais "distante", usando um dos samples NRG ou SSDR do plug-in. Ache uma caixa parecida com a sua, equalize e voilà ! Menos reverb, mais som.

O mais legal desse plug-in é que ele "mistura" o som original com o sampleado de um jeito muito natural. É muito fácil fazer o original e o sample soarem como um instrumento só. Mas cuidado ! O grande barato é a proporção entre os dois, e não a substituição total. Sabe aquele surdo que não "corta" na mix? Carregue um surdo do Trigger, tire um pouco dos graves (pra manter mais da característica original da batera), e deixe passar o ataque da baqueta... Misture uns 60% do original com 40% do sample. Coisa fina.

E vá lá... Agora eu tenho que me policiar, senão acabo viciado a sempre somar aquele bumbozinho sampleado ao original. Preguiça? Sei não. Se fica bom, dane-se a elegância...


Olhando meu rack aqui eu lembrei que ainda tenho uma D4 da Alesis... Ô coitada...